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O antigo deputado constituinte Kalidás Barreto é o convidado especial da Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) para a cerimónia de inauguração da exposição “Os Deputados Pampilhosenses ao Parlamento Português CONTINUAR
Novidades da aldeia de Cabril
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Fique a par das novidades da aldeia de Cabril. O restauro da torre sineira da antiga igreja paroquial, a semana desportiva, novidades do parque desportivo, entre outras notícias. continuar
A Associação de Juristas da Pampilhosa da Serra (AJPS) vai levar a cabo em Setembro deste ano uma Exposição intitulada “Os deputados pampilhosenses no Parlamento português (1822-1976). Continuar
A Biblioteca Municipal pampilhosense vai ser enriquecida com 16 volumes graças à exposição “Os Deputados Pampilhosenses ao Parlamento Português (1822-1976), organizada pela Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) e com inauguração agendada para o dia 11 de Setembro. continuar
| Turismo de aldeia "Casa da Professora" |
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A “Casa da Professora”, situada no coração da pequena aldeia de Maria Gomes, na Freguesia do Machio, bem podia chamar-se a “pioneira das Serras da Pampilhosa”. Quando em 20 de Maio 2004, o então vereador da cultura, António Sérgio, em representação do Presidente da Câmara, Hermano de Almeida, inaugurava esta obra simbólica, provavelmente não podia imaginar o alcance deste projecto de aldeia.
Ludovina Lopes – O acaso aconteceu no final de uma festa de Verão em 2001 quando arrumávamos as grades de cervejas na velha Casa da Professora que há mais de 20 anos servia apenas como arrecadação. Ludovina Lopes – Quando se começou a passar a ideia às pessoas da aldeia de que iria ali nascer uma Casa de Turismo, sentimos nelas alguns receios no abrir as portas da aldeia a pessoas completamente desconhecidas. Ludovina Lopes – Ao nível local, senti algumas dificuldades por estarmos a ser pioneiros num projecto privado com candidatura a Fundos Europeus. Ironicamente a primeira dificuldade legal foi provar que o edifício era da Comissão de Melhoramentos de Maria Gomes, apesar de ter sido construído pelo seu povo e de ter uma placa de inicio da construção datada de 1957 Serras – Sabemos que os financiamentos necessários a este empreendimento, nem sempre vieram na altura devida. Como foi possível gerir a obra com os avanços e recuos que este tipo de empreendimentos envolve? Ludovina Lopes – A maior dificuldade por vezes é a do dinheiro na hora certa, porque muitos dos projectos podem cair por falta de oportunidade no tempo. Por um lado a necessidade de alojamento no Concelho impunha-se e por outro lado, se a obra parasse poderia cair em descrédito. Com o empenhamento de todos os elementos da Comissão todos emprestaram dinheiro, porque ao nível dos Fundos Comunitários para além de só contribuírem após obra realizada a demora era sempre superior a 3 meses. Nunca baixámos os braços, chegámos a ter 50% das obras que ascenderam a mais de 100 mil € financiados a custo zero pelos dirigentes da Comissão de Melhoramentos. Este ano, posso dizer, com ajuda de todos e com os donativos que recebemos para além do dinheiro já recebido das ocupações vamos saldar todas as dívidas. Serras – Em todo este processo, qual foi o papel da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra? Ludovina Lopes – Como disse atrás estávamos a ser pioneiros num projecto e sentimos que a Câmara ainda não tinha uma estrutura de apoio dirigida para este tipo de projectos. Na 1ª entrevista que tivemos com a técnica do ELOZ, foi-nos colocada a questão se no Concelho havia uma Associação de Desenvolvimento Local, ao que respondemos desconhecermos. Hoje sabemos que existe a dos Pinhais do Zêzere, mas gostaríamos de vê-la mais pró-activa com as Comissões de Melhoramentos, porque tenho a certeza que muitas ideias ficaram pelo caminho. Serras – E neste momento, o gabinete de turismo do Município é uma mais valia para a sustentabilidade do projecto? Ludovina Lopes – As estruturas assentam em pessoas e estas são sempre uma mais valia, mas para se atingirem os objectivos tem de haver estratégia bem definida; sei que há pouco tempo a Câmara mandou elaborar um Plano Director de Inovação, Competitividade e Empreendedorismo, e acredito que as ideias começam a estar mais organizadas e mais amadurecidas e possam surgir ofertas de grande qualidade e inovação no sentido de tirar proveito de todas as valências endógenas da nossa região como a natureza, a floresta a água e a paisagem. Serras – Em tempos, tivemos oportunidade de ouvir a sua opinião face ao turismo em Pampilhosa da Serra. Nessa altura, queixava-se da falta de “massa crítica” no concelho e apontava alguns erros cometidos pela Câmara nesta matéria. Ainda pensa do mesmo modo, ou o actual elenco camarário mudou o panorama? Ludovina Lopes – Penso que a recente admissão de elementos jovens para as recentes estruturas criadas dentro da Câmara tem motivos para começar a dar algum fruto. Eu própria e mais 3 elementos da nossa Comissão fizemos um Curso de Gestão para Dirigentes Associativos na Pampilhosa da Serra em 2005 aos fins de semana. Serras – Temos de facto potencialidades ao nível paisagístico, falta um alojamento de referência. Na sua opinião, projectos como a “Casa da Professora” podiam resolver o problema sem recorrer a grandes investimentos? Se sim, qual seria o modelo ideal? Ludovina Lopes – O nosso território tem uma grande dificuldade à partida que pode ser transformada em oportunidade é a de grande dispersão, por uma área de mais de 400 km2 mas com uma grande diversidade. Serras – Assistimos ultimamente ao direccionamento do turismo em Pampilhosa da Serra, para as aldeias do xisto. Não será um erro insistir de forma tão evidente numa área onde apenas duas aldeias podem desenvolver-se de forma sustentada? Ludovina Lopes – A crise que estamos a viver vai-nos ensinar que devemos cada vez mais ser flexíveis e pensar nos projectos de uma forma muito racional, as mudanças de atitude comportamental são hoje mais rápidas e mais bruscas pelo facto de termos uma globalização de informação muito rápida. A própria palavra sustentável que hoje se fala em cada projecto é muitas vezes mal empregue ou entra em conflito com o nosso dia a dia. Eu ainda ontem li num jornal público que em Portugal os investidores estão cada vez mais míopes, porque só se investe com uma rentabilidade a 2 anos, ora isto não é sustentabilidade. Portanto temos que ter também outra atitude de olharmos para o futuro. Serras – Voltando à “Casa da Professora”. É um projecto viável do ponto de vista financeiro? Ludovina Lopes – Posso dizer que é um projecto caseiro, isto é, foi criado à nossa medida para ser viável, e a sua reduzida dimensão, dá-lhe sustentabilidade, quero dizer com isto que não se criou nenhum elefante branco. No entanto a sua função está a ter uma grande amplitude. Digo isto porque hoje o Concelho de Pampilhosa já é falado em termos de turismo rural em muito lado. Posso dar-vos alguns números, o ano tem 52 semanas e o ano passado tivemos 30 visitas, claro que a maioria foi de fins-de-semana, mas podemos dizer que já estamos a caminho de um boa percentagem de ocupação. Uma da nossa grande mais valia é o passar da palavra e o cartão de visita que se leva da Pampilhosa da Serra. Temos um livro de reclamações único, porque em vez de reclamações, modéstia à parte, até hoje só tivemos elogios. Se houver espaço no jornal deixo-vos aqui o testemunho de um casal que em menos de 6 meses repetiu a sua estadia.
Serras – Quanto tenho que desembolsar para passar um fim de semana na aldeia de Maria Gomes, alojado na “Casa da Professora” Ludovina Lopes – Estamos com os mesmos preços desde 1 Julho de 2004:15€ por pessoa na Época Baixa e 20 € nos 3 meses de Verão, com o máximo de 60 € para 6 pessoas no Verão. Não temos feito nenhuma campanha publicitária, apenas a página da Internet chega e o passar de palavra. Serras – Claro está tenho facilidade em contactar a pessoa que me vai facultar a entrada, e dar uma breve explicação do sítio onde me encontro? Ludovina Lopes - Temos um site na Internet http://casadaprofessora.com.sapo.pt/ onde se encontram os contactos por telefone ou por e-mail. Serras – Para terminar, o que gostaria de dizer aos nossos leitores? Ludovina Lopes - Termino com um conselho para o concelho, aproveitem as estruturas rurais, e todo o património para termos um turismo próprio, as imagens de marca criam-se com qualidade e diferenciação, e não é preciso grandes luxos, porque o nosso maior luxo é a natureza e o sossego. |